Feira Científica e Cultural 2014

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

MAIS EDUCAÇÃO 2012






     Projeto Mais Educação da EEEFM HONORATO FILGUEIRAS. Desenvolvido dede o ano de 2009, o projeto visa combater a evasão e a reprovasão no ambiente escolar.

sábado, 26 de maio de 2012

ENEM 2012

    Inscrições para o exame começam nesta segunda Quinta-feira, 24 de maio de 2012 

- Estudantes interessados em participar da edição 2012 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) poderão se inscrever no programa a partir das 10h da próxima segunda-feira, 28, até as 23h59 de 15 de junho, no horário oficial de Brasília. O cronograma do exame, que no ano passado teve 5,4 milhões de inscritos, foi anunciado pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira, 24. O edital para o exame será publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira, 25. As inscrições para o exame custam R$ 35,00 e devem ser pagas até o dia 20 de junho, por meio de guia de recolhimento da União (GRU) simples, gerado no ato de inscrição. Caso contrário, a inscrição não será confirmada. São isentos da taxa de inscrição alunos de escolas públicas que estejam concluindo o ensino médio em 2012. Para isso, sua escola deve estar cadastrada no censo escolar da educação básica e ele deve informá-la no ato da inscrição. Também estão isentos de pagamento aqueles que declararem carência socioeconômica (membros de família de baixa renda) ou estiverem em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O pedido de isenção do pagamento da taxa somente poderá ser feito por meio do sistema de inscrição. A nota do Enem pode ser utilizada para o ingresso do participante em universidades públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificado (Sisu). Também servirá para que o estudante se beneficie do Programa Universidade para Todos (ProUni), obtenha o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ou participe do programa Ciência Sem Fronteiras. Além disso, os participantes maiores de 18 anos que ainda não terminaram a escolarização básica podem participar do Enem e pleitear a certificação no ensino médio junto a uma das instituições que aderirem ao processo – secretarias estaduais de educação, os institutos federais e os centros federais. A lista das instituições certificadoras está no edital do Enem 2012. Para o ministro da Educação, o exame é uma importante peça na política educacional brasileira. “O Enem é peça estruturante do sistema de ensino superior do Brasil, porque na realidade ele é o grande instrumento de avaliação do mérito e desempenho dos alunos", disse. Mercadante destacou que um dos focos do Ministério da Educação é quanto à lisura do exame. A segurança do Enem passou de 1.200 itens para 3.439 itens. Entre as mudanças para a edição 2012, estão a correção da redação, que passa a ter mais mecanismos de controle, e a nota mínima para certificação de conclusão de ensino médio, que passa de 400 para 450 pontos em cada área do conhecimento. Na redação está mantido o mínimo de 500 pontos. Em 2011, o Enem envolveu mais de 400 mil pessoas em sua realização e as provas foram aplicadas em 140 mil salas de aula. Este ano a logística de distribuição das provas, que ficará a cargo dos correios, terá 9.728 rotas. O Enem é o segundo maior exame do gênero, atrás apenas do realizado na China. As provas serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro, em todas as unidades da federação, a partir das 13 horas, no horário de Brasília. No primeiro dia, sábado, serão realizadas as provas de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias, com duração de quatro horas e meia. No domingo, os estudantes terão cinco horas e meia para fazer as provas de matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias e redação. O gabarito está previsto para o dia 7. O resultado final do exame estará disponível para os estudantes no dia 28 de dezembro. Histórico – O Enem está inserido no conjunto de ações que pretendem melhorar o acesso e a permanência do estudante e a qualificação da educação superior brasileira. O exame foi criado em 1998 para avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica. Em 2008, o Ministério da Educação propôs a utilização do Enem como instrumento para democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio. Desde 2009, o Enem tem se fortalecido como uma prova de acesso às instituições de ensino superior, tanto públicas quanto privadas. Além disso, o Enem continua a ser critério de seleção de bolsas de estudo no Programa Universidade para Todos (ProUni) e no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O Enem ainda promove a certificação de jovens e adultos no ensino médio. Assessoria de Comunicação Social/MEC

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Noite de 21 de abril de 1500

imagesCAVZDDEG

O grande pássaro da escuridão

pousou sobre a vasta floresta...

... silêncio constrangedor...

 

Os muitos olhos do céu pareciam

piscar mais aceleradamente

que de costume, vaticinando

 

que se preparassem para o pior:

nem vegetais nem animais―

da água, da terra ou do ar―,

 

os povos, filhos desta Amazônia,

descobridores verdadeiramente

―primeiros aqui em Pindorama―,

 

nenhum deles escapará ileso

do apetite canino dos invasores

que viajam dentro de monstros,

caravela

deslizando nos grandes caminhos

de água e de canoas, a morada

dos peixes, dos botos e da boiuna...

 

Sem temor ou respeito nenhum

pelos encantos e encantamentos,

sem amor à terra nem aos seres,

 

que não querem nada conceder,

mas que anseiam tudo possuir―

somar, multiplicar e sub-trair:

 

estes são seus verbos prediletos.

Dividir? Só o que é dos outros...

Também nada trazer―só levar.

 

Essa era de breu e desespero

pousa seu pesado peso a partir

da noite de 21 de abril de 1500.

índios mortos            índio morto

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Uma lembrança de infância

capela scj

Era 12 de janeiro de 1976. Meu pai me pegou pela mão e me levou até a praça do Chapéu-Virado, lá onde ainda existe, encravada na pracinha ―que os mais antigos ainda chamam de largo―, aquela igrejinha bastante elegante, construída em 1909, a Capela do Sagrado Coração de Jesus.

Havia ali, naquele momento, uma multidão; na verdade, um amontoado de pessoas se acotovelando. E eu não sabia por que ou para quê. Foi aí que meu pai me botou nos ombros dele. Aí pude, enfim, ver destacadamente, entre outras pessoas, um senhor muito bem vestido, protegido por dezenas de soldados e seguranças. Parecia ser ele o motivo de toda a balbúrdia.clip_image002  Inauguração da Ponte. Fonte: MEIRA FILHO, Augusto. Mosqueiro: ilhas e vilas.Belém:Falangola,1978.                                                                                                                                   

Vi que ele lentamente levantou um pano que cobria uma estátua (sei hoje que o nome correto daquilo é busto, e que o pano era a bandeira do Pará), e todo mundo aplaudiu o que ele fez. Mais tarde, pude entender com mais clareza tudo aquilo que ocorreu naquele já longínquo dia.

Est Pça do CV  2                                Fonte:fotosdemosqueiro.blogspot.com.br

Aquele senhor, conforme me explicou papai, era o general Ernesto Geisel, o penúltimo dos presidentes militares. Ele veio ao Mosqueiro inaugurar a Ponte Belém-Mosqueiro, cujo nome oficial é Ponte Sebastião R. de Oliveira. Então, aproveitando a ocasião, na mesma manhã, ele também inaugurou o busto na pracinha ao redor da igrejinha.

Contam que ele, o Presidente, perguntou a alguém da comitiva do governo local (o estadual) qual seria a função daquela ponte. Ela teria por função “escoar” que produto? Iria movimentar a economia local?

“Não”, responderam. A ponte era para o lazer do belenense. Dizem que ficou decepcionado com o que lhe disseram. Não poderia perceber, naquela época, que o turismo é um produto rentável, e sustentável, pois não se esgota nunca.

Só sei que, décadas depois, ainda guardo na memória aquela manhã, aqueles acontecimentos que muito marcaram minha infância.

Est Pça do CV 1 Fonte:fotosdemosqueiro.blogspot.com.br

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Cine Guajarino – O cinema de Mosqueiro (…Gone with the wind: …E o vento levou)

Por Alcir Rodrigues

O Cinema como Arte permite-nos ir muito além do mero entretenimento, temos convicção disso. Nessa perspectiva, sugerimos uma curiosa discussão, a seguir.

Cem anos do Cinema Olímpia, de 1912 até 2012, o mais antigo cinema em funcionamento na Nação, um motivo de orgulho para todos nós paraenses. Nos dias de hoje, A “tradição”, que surgiu durante e apareceu de novo na era do ‘SECRETÀRIO’ (de cultura estadual Paulo Chaves), exige o uso das letras ‘daquela época’; portanto, agora, escreve-se Cinema Olympia (com Y); Theatro da Paz (com TH).  Será que voltaremos ao tempo da “phylosophya”? Talvez algum dia chamemos de novo o  tão charmoso arquipélago de ‘Fernão’ de Noronha'. Quem sabe?!

Sem embargo disso, nossas palavras de louvação: “Parabéns, portanto, ao cinema há mais tempo em funcionamento no ´Brasil!”  E desculpem-me pela ironia…

Devemos agradecer pelo ‘Optometrista-cassado-ainda-no-poder’, o-falso-médico, pelo que ainda existe de programação lá no Cinema, ou pela farsa? Será que nada mais é possível para o engenheiro das grandes e impossíveis obras (Portal da Amazônia e BRT, por exemplo) para que o que ainda é gratuito também seja acessível? Digo isso porque assisti a alguns filmes no belo cinema, mas a desolação é que o público é mínimo.

O que falta? A Cultura, para este governo, é como  apedrejar mangueira: se acertar, tudo bem, se não… Deus que nos guie!… E ai da cabeça onde a pedra caia!…

SELO100ANOS 

Mas bem…

Peço licença para discorrer não exatamente sobre o cinema no Pará, nem sobre o que o Pará já teve de efervescência cultural nesse setor, mas sobre essa mesma efervescência na Ilha de Mosqueiro, na mesma época do nascimento do cinema centenário: fim do apogeu da Belle Époque Francesa no Pará, fim da gestão Antônio Lemos (1912-1913).

Porém, quero me referir unicamente ao aspecto da decadência, palavra que causa repúdio aos que nela se refestelam, é claro (no ato de  explorá-la como enriquecimento oportunista, na maioria das vezes, negando-a), parasitas do povo, seja de Mosqueiro, seja de Belém, seja de Icoaraci, seja de Caratateua, agregados agentes do compulsório imposto que nos faz suportar políticas de pôr o lixo para debaixo do tapete (na verdade, para debaixo da areia das praias), políticas de faz-de-conta, a fingir que tudo está perfeito e que vivemos no paraíso.

Mosqueiro precisa de algo mais… Mas não de oportunismo! Principalmente do tipo eleitoreiro! Ainda mais neste ano. (Karl Marx nunca poderia imaginar no que daria tão acirrado Capitalismo Tardio, nas palavras de alguém inspirado por ele, não lembro se Jameson!…)

Chega de “Agente vai, a gente fica”, como muito bem já o colocou um dos mais ilustres mosqueirenses, o Professor Claudionor dos Santos Wanzeller, autor do livro Mosqueiro: lendas e mistérios (2005)! Por exemplo, o tal “agente” distrital, neste ano de 2012, quem o é? O mesmo Secretário de Saneamento de Belém? Ou Fernando Robaullo (será assim a escrita do nome dele?!)? Ou este é apenas bode expiatório? Pois, que eu saiba, acumulação de cargo constitui uma ação de improbidade administrativa! Aonde vai parar essa Nossa-Ilha-Do-Já-Teve?! Já teve agente distrital, agora só tem “paciente” distrital!…

Voltemos ao tema (pelo amor de Deus!!!!!!!!): o cinema (arte por excelência da imagem) é coisa quase intangível nesta nossa Amazônia já tão explorada, mas poucas vezes divulgada massivamente de forma legítima por essa arte, desde a invenção da ideia do ‘Paraíso Terreal’ até a de ‘Inferno Verde’, passando pela do ‘Pulmão do Mundo’, pela de ‘Paraíso da Biopirataria e de Indústria Farmacológica’, além daquela explorada de modo ridículo pela televisão ( vide Globo, 20120, telenovela, no Marajó) em busca de um IBOPE perdido. Aparentemente, essa terra, na mídia, rarefeitamente patenteia o humano, seu modo de vida, seu pensamento, sua existência sofrida, além do exótico, do pitoresco e do paradisíaco. Mas não é verdade: não só o cinema, mas a literatura (além das outras artes, mas os exemplos me escapolem, perdoem-me!) procuram emergir além dessa superfície, como é o caso do romance Moscow (2001), do média-metragem O Mastro de São Caralho (2009) e do curta Matinta (de 2010), fugidios exemplos do trivial, ainda bem.

Sei que o tema levantado é bem mais complexo do que minha reles intelijumência possa de fato debater, mas gostaria de lembrar que este mesmo Blog já postou matéria de um dos críticos de cinema de maior renome do Pará (frequentador e admirador de Mosqueiro!), Pedro veriano, que desenhou a história do único cinema de Mosqueiro, mas que a Ilha perdeu, posto em funcionamento na mesma época (1912), mas que teria se extinguido lá por 1976.

Com esta ideia inicial quero debater o tema de Mosqueiro como A Terra-do-Já-Teve. Iniciarei aqui este debate, que pretendo levar mais adiante, no decorrer do tempo, pacientemente, e com a serenidade que o tema pressupõe, com a ajuda de posiocionamentos (denominados de ‘prós’ e 'contras’, além daqueles chamados de de-cima-do-muro) dos leitores em geral deste blog. Causas e efeitos, contraposições, repúdios, concordâncias…repugnâncias, até…

O que vier são consequências do debate, não motivos para arrogâncias, nem para inimizades, ameaças, enfrentamentos físicos, ou atos de violência de qualquer natureza. Nada disso!

O bom de tudo é fazer relembrar que o tema é Mosqueiro: seus problemas, suas memórias, o que pode ser feito para mudar --e para melhor --a convivência nesta Ilha.

Nessa perspectiva, passo a reproduzir o texto de um ser humano que amou esta Ilha a ponto de querer que suas cinzas fossem lançadas na praia do Areão, recanto de sua infantojuvenilidade. O nome dele é Wolney de Vasconcelos Dias (1924-2012), meu tio, irmão de minha mãe, Joana Maria de vasconcelos Dias (1931- ). Ele escreveu suas memórias abordando sua vida no Mosqueiro nas décadas de 1930-40-50, crendo que vivenciava uma vida no Paraíso Terreal. Viva ele!, Meu tio.

Muito obrigado, titio, por tudo que pôde nos deixar de tão preciosas memórias. O futuro deste recanto fica-lhe muito grato!

Segue o texto:

             Cine Guajarino

MOSQUEIRO CINE GUAJARINO Ao fundo, da metade para cima, à direita, uma das poucas imagens da fachada do Cine Guajarino, que durou de 1912 até 1976, segundo Pedro Veriano, no livro Cinema no tucupi (Secult, 1999, p. 40)

O primeiro cinema de Mosqueiro era localizado no Mercado Municipal. Não chegamos a conhecê-lo, ali. Quando isso aconteceu, já funcionava em prédio próprio, construído a mando de Artur Pires Teixeira, a quem, aliás, muito deve Mosqueiro. Morava ele no Porto Artur, local assim denominado por ter sido pioneiro em construir, ali, sua chácara. De carruagem, com uma parelha de cavalos bem tratados, com faróis laterais e cocheiro, visitavam, ele e sua família, algumas vezes, a Vila e o cinema.

A vendedora de ingressos era dona Alice: simpática, cabelos grisalhos, muito atuante. O porteiro era o seu marido, o Sr. Valdomiro, que vendia frutas no mercado, onde tinha um aparador. Eles acompanharam por muitos anos toda a trajetória do Cine Guajarino. De início, o cinema era mudo, animado apenas pelo conjunto musical do Paizinho, que tocava seu violino, ou, quando o filme era triste, roncando sobre o rabecão ―apelido que dávamos ao contrabaixo. O conjunto ia assistindo ao filme e, conforme a cena, atacava com o repertório. Quando se tratava de uma cena amorosa, ouvia-se a tão decantada valsa:

“Tão mimosa, graciosa e angelical,

Nasceu em meu jardim uma linda flor,

Naquela noite santa de Natal,

No momento em que juramos eterno amor.

No entanto, você a tudo esqueceu,

Trocando meu coração por outro ser.

E flor, ao ver então sua ingratidão,

Murchou e se desfolhou até morrer.”

 

Pode acontecer não estar correta a letra; todavia, é assim que nos ocorre no momento.

O Cine Guajarino foi inaugurado em 1931, segundo constava na sua placa de inauguração. Nessa época, tínhamos apenas 7 anos. Marido e mulher tomaram conta do cinema anos a fio. Foi quando tivemos consciência de que no cinema o seu operador era o Sabá, antes havendo sido o Sr. Alvarez (pai dos nossos amigos Alfredo, Francisco e Oderfla). E Sabá, já em nosso pleno entendimento, era homem de sete instrumentos. Curioso, consertava relógios e tantos outros aparelhos. Juntou-se a Margarida, que fora empregada de nossos avós.

Eu fazia a pintura das tabuletas do cinema. Esmerava-me da melhor maneira, e minha paixão por cinema era tão grande que passei a ajudar o Sabá no seu serviço, enrolando os carretéis das fitas e aprendendo a ser operador. Esse pessoal compunha o quadro vivo do cinema de nossa geração.

A coqueluche da época eram os seriados que passavam aos sábados. A rapaziada fazia de tudopara não perdê-los. Para arranjar dinheiro, tudo era válido, até mesmo tirar ovo de galinha choca, quando se descobria. Dizia-se que o camaleão os havia comido, todos. Nós tivemos sorte por o Comandante Ernesto ter passe gratuito para quatro pessoas, dado pelo Sr. Artur Pires Teixeira.

Os seriados mais famosos foram Os perigos de Paulina, Sertão desaparecido, Trem ciclone, com o formidável John Wayne, e A visão fatal, com o terrível Bela Lugosi. Deste seriado temos gratas recordações, pois, pela primeira vez, vimos a televisão: o chefe da gangue dava suas ordens através do video e logo desaparecia. Quando vimos isso, todos gritaram: ―É mentira!

Como poderia ser possível transmitir a imagem através de distências? Felizmente hoje estamos vivendo essa realidade e tantas outras. Espantava-nos o seriado de Flash Gordon, com Buster Grabe, do planeta Ming, e as viagens espaciais. Se vivermos mais alguns anos, quem sabe se até não faremos uma?... Na marcha do progresso, nada é impossível!

Nesse tempo, o cinema mudo estava superado, pois a novidade despontava com o sonoro, mais tarde o colorido. O cinema continuava a ser a única opção de lazer na Vila. Havia duas matinês aos domingos.

Nesse tempo, o ruim mesmo era não saber escolher a namorada. Teria que ser uma que não tivesse muitos irmãos, senão sía cara a brincadeira, pois todos iam, diziam seus pais, para vigiar a irmã. Foi bem marcante essa passagem do Cinema Guajarino em nossa vida”

                                                  ***

Há discordâncias entre este texto e o que já postamos, do historiador e crítico de Cinema, Pedro Veriano.

A intenção sempre será, a partir do confronto, o entendimento de nossa riqueza cultural. Em novas postagens, quem sabe, o debate esclarecerá essas lacunas…

Não esqueçamos, toda essa retrospectiva é de autoria de Wolney de Vasconcelos Dias (1924-2012), que foi Agente Distrital de Icoaraci e Prefeito de Primavera e Capitão-Poço. Viveu sua infância em Mosqueiro e aqui quis ser sepultado.

domingo, 18 de março de 2012

Ziraldo tem toda razão

Por Alcir Rodrigues

leitora

“Ler é melhor que estudar”, já disse Ziraldo.

Aproveitando o mote dessa famosa frase, de brasileiro tão ilustre, autor do clássico infantil O menino maluquinho, pode-se afirmar que todos que adquirem o gostoso hábito da leitura, que leem um pouco todo dia, com satisfação, jamais terão de se matar de tanto estudar.

Ziraldo                                        O menino maluquinho

Pode até parecer assustador, mas leitura, para alguns, é quase sinônimo de tortura, talvez pelo fato de que rime com essa hedionda palavra. Para alguns, tal ‘tortura’ é um fato inconteste... Mas leitura é, também, conhecimento de mundo, não só de palavras (como muito bem já o disse Paulo Freire), apesar de estas possibilitarem, sim, uma conformação mental de mundo para nós (o que o semioticista russo Iuri Lotman denomina de ‘modelização primária do mundo’). Assim, as palavras lidas remetem a mente para a reflexão sobre o mundo, sobre as pessoas e sobre o que elas pensam. Então, leitura provoca renovação, inovação, faz emergir o novo pela crítica construtiva e dialética do já-dito. Do já-pensado, nasce o nunca-até-então-pensado, portanto.

Leitura 2

Ler é viver. Ler é pensar. Mas a leitura não deve ser entendida, aqui, apenas como processo de decodificação da palavra escrita. Nem tão-somente acrescente-se a esse processo a decodificação de palavras oralmente veiculadas. Acima disso, acrescente-se o entendimento de tudo a partir de um processo de interpretação da realidade. O que for possível de se decodificar, é possível de se interpretar. De se ler. No entanto, antes desse estágio, o ser humano primeiramente capta sensações de origem externa (pela visão, audição, olfato, tato e paladar) e interna (como fome, sede, dores em geral, mal-estrar, etc.). Essas sensações “viajam” pelo sistema nervoso sob forma de impulsos elétricos, de sinais decodificáveis que chegam ao ‘cérebro em funcionamento’ (à mente), que os interpreta e dá remate ao processo, reagindo, respondendo de alguma forma aos estímulos, tanto de origem interna quanto externa.

Leitura 8

Mas aí é coisa já técnica, científica ou filosófica ―talvez até metafísica― demais. Nem sei por que cargas d’água me pus a divagar por plagas tão distantes do meu reles conhecer do comum metier de leitor (Mas nunca de ledor! Perdoem-me a empáfia...) ou educador de língua e literatura maternas. Se bem que, nos paradigmas atuais, é mais que imprescindível que tentemos, todos nós mestres, meter nossa colher de educadores na região nebulosa da intangível transdisciplinaridade, surgida dos escombros da nunca alcançada interdisciplinaridade. Não alcançada, diga-se, porque nunca buscada de fato, principalmente por causa da falta de projeto das secretarias de educação, que almejam mudar sem investir capital: mesquinharia com o futuro do povo do município, estado ou país! Fosse uma campanha eleitoral, o dinheiro apareceria!...

Leitura 4

Mas... retomemos nossa trilha. Ler também é sonhar, ser imaginativo. Ter projeto de vida futura. Muito por causa disso, certa vez Paulo Freire (autor de A importância do ato de ler, entre outros livros seus) afirmou algo sobre nunca devermos deixar de sonhar sonhos possíveis. Por isso, lembramos de parafrasear aquele belo samba: “Sonhar não custa nada/Se o ‘seu’ sonho é tão real”. Com certeza! E, se leitura é capaz de rimar com tortura, certamente rimará também com belezura, ternura, doçura e, até mesmo com “travessuras e gostosuras”. É, ler rima também com prazer, sim, rima com lazer, crescer, adolescer. Ler é saber. E saber também é poder: poder ter ―conforto, saúde e felicidade―; poder ser ―ser feliz, ser livre, ser agente/sujeito da própria história. Ler para, mais tarde, inscrever (e não somente escrever) sua própria história.

Paulo Freire                          A importância do ato de ler

Ler nunca é perder ―ler é sempre vencer! Vencer ―vencer barreiras, vencer preconceitos, vencer a pobreza material e cultural. Sim, vencer ―vencer conflitos com os outros e consigo mesmo; vencer os medos e fobias, vencer os fracassos, as frustrações e decepções; vencer as distâncias geográficas e aquelas que separam o povo de uma nação em classes sociais e econômicas (em quase castas, como na Índia); ou seja, ler sempre é, e sempre será, uma forma de superação, uma arte de resistir às adversidades, principalmente em espaços de crise, palavras estas últimas inspiradas na antropóloga francesa Michèle Petit, que escreveu o livro A arte de ler ou como resistir à adversidade.

Michele Petit

No entanto, sabemos que não é só a partir de uma apologia do ato de ler que conseguiremos convencer qualquer pessoa dos benefífios de esse hábito tornar-se cotidiano; pelo contrário, quanto mais se faz isso, mais se dá do mesmo: uma espécie de remédio amargo que o convalescente não quer, por sua aparência de beberagem asquerosa. Por causa disso, pensamos que o professor de língua francesa Daniel Pennac, em seu livro Como um romance, dá uma pista da falha dos adultos e educadores, em geral. É a imposição, a obrigação da leitura como trabalho forçado para a escola e para a vida profissional (o estudo) que sabotam o prazer da descoberta, a viagem ficcional e a viagem do saber científico, filosófico e artístico. Já que a leitura dos livros inpiradores, segundo esse autor, deveria ser, como no passado, “um ato subversivo”. Para nós, uma escolha própria, uma manifestação de liberdade de ser e estar no mundo. Uma rebeldia contra as convencionalidades.

Daniel Pennac                                  Como um romance

Defendendo pontos de vista bem próximos de Pennac, o estudioso Alberto Mussa, na revista EntreLivros, de julho de 2007, na matéria “Os 30 mandamentos para começar a ser leitor, escritor e crítico”, deu alguns conselhos proveitosos, que são estes: “Nunca leia por hábito: um livro não é uma escova de dentes. Leia por vício, leia por dependência química. A literatura é a possibilidade de viver vidas múltiplas, em algumas horas. E tem até finalidades práticas: amplia a compreensão do mundo, permite a aquisição de conhecimentos objetivos, aprimora a capacidade de expressão, reduz os batimentos cardíacos, diminui a ansiedade, aumenta a libido. Mas é essencialmente lúdica, é essencialmente inútil, como devem ser as coisas que nos dão prazer”.

Alberto mussa

Como se pode muito bem constatar, estudar soa como obrigação. Ler não tem essa conotação negativa. Pelo menos, não deveria ter. Por tudo isso, Ziraldo está, sim, repleto de razão:

―Ler é melhor que estudar!

150px-Fragonard,_The_Reader Leitura 9                                      Leitura

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Encerramento de ano letivo no Anexo Baia do SOL




Festa de encerramento das turmas do Ensino Fundamental de 9 anos no Honorato Filgueiras, Anexo na Baia do Sol. O encerramento deu-se com distribuição de brinquedos, refrigerante, doces e salgados com muita brincadeiras com os professores das três turmas: Paulo dos Prazeres, Amelia Lagoia, Alessandra Pinheiro.

Quem planta colhe !







Projeto Mais Educação: Horta escolar



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Crime desvendado !


A Polícia Civil desvendou, em menos de uma semana, o assassinato do adolescente Patrick Botelho da Silva, 16 anos, morto no último dia 21 no distrito de Mosqueiro, em Belém. Dois autores do crime já estão presos. Os acusados foram apresentados na manhã desta segunda-feira (27), em entrevista coletiva no auditório da Delegacia Geral de Polícia Civil, na capital. Francisco Moura Júnior, 23 anos, e Paulo José do Espírito Santo Costa, 18 anos, apelidado de “Gam”, tiveram as prisões preventivas decretadas pela Comarca Judiciária de Mosqueiro. O crime foi motivado pelos ciúmes que Júnior nutria da namorada, que era amiga da vítima. O assassinato foi premeditado por Júnior, que contou com a ajuda de Paulo José. Um terceiro envolvido no crime não teve o nome divulgado para não prejudicar as investigações, porém já está com mandado de prisão decretado.

Os acusados foram apresentados pelo delegado geral de Polícia Civil, Nilton Atayde; delegado geral adjunto, Rilmar Firmino; diretor de Polícia Especializada, delegado João Bosco Júnior; diretor de Polícia Metropolitana, Roberto Teixeira, e pelos delegados Nilton Neves, da Seccional de Mosqueiro, e Cláudia Renata Guedes e Gilvandro Furtado, da Divisão de Homicídios.

Nilton Atayde falou sobre o trabalho de investigação realizado pelas equipes policiais da Divisão de Homicídios e da Seccional Urbana de Mosqueiro, iniciado logo após a constatação do crime. "Foi um trabalho bem desenvolvido pela equipe policial”, frisou. Ele explicou que a apuração ainda não está concluída. “Surgiram inicialmente três nomes nas investigações”, adiantou.

Em decorrência das investigações, o fato de a vítima ser adolescente e ainda devido ao inquérito estar sob segredo de Justiça, Nilton Atayde frisou que alguns detalhes das investigações ainda não poderiam ser divulgados. Segundo ele, não é possível afirmar que Patrick sofreu violência sexual. “Somente com o laudo pericial é que teremos essa informação”, explicou. Sobre as circunstâncias do crime, o delegado Nilton Neves disse que, no decorrer das investigações, os elementos de provas coletadas levaram a equipe policial a ter certeza de que a motivação foi o ciúme doentio que Júnior tinha de Patrick.

Crime premeditado - O delegado apurou que Paulo José e Júnior são traficantes de drogas no distrito de Mosqueiro. Ainda em janeiro deste ano, Paulo José contraiu uma dívida de R$ 2 mil com a venda de drogas e não repassou o valor para Júnior. Para perdoar a dívida, informou o delegado, Júnior convenceu Paulo a participar do assassinato do adolescente. Paulo José, que era conhecido da vítima, deveria atrair Patrick até um barraca situada na Praia Grande de Mosqueiro, onde Júnior os aguardaria para matar o rapaz.

Conforme as investigações, Patrick e a namorada de Júnior, cujo nome será mantido em sigilo por se tratar de testemunha, eram muito amigos e frequentavam a paróquia da comunidade. No dia do crime, Paulo foi até a casa de Patrick e o convenceu a acompanhá-lo até o local do crime. Os dois caminharam da casa da vítima até a barraca. Em frente ao local estava o carro de Júnior, um gol escuro. “Foi aí que a vítima viu o carro e ainda chegou a perguntar para Paulo José que carro era aquele”, informou o delegado. O policial disse que a vítima viu as três letras iniciais da placa, o modelo e a cor aproximada do veículo.

Essas informações foram reveladas por Patrick ao tio, antes de morrer no hospital. “Essas informações foram fundamentais para que o crime fosse desvendado”, ratificou o delegado de Mosqueiro. Após Paulo José entrar com a vítima na barraca, Júnior já estava no local. Em seguida, o adolescente teve as roupas rasgadas, foi esfaqueado, amordaçado e teve mãos e pés amarrados com as próprias roupas. Paulo José disse em depoimento que Júnior é o autor dos golpes de faca no corpo da vítima. Mas Júnior negou o crime.

O delegado Nilton Neves afirmou que a informação veiculada por jornais de que a vítima teria sido atropelada pelo carro, pois teria marcas de pneu no tórax, não procede. Sobre a terceira pessoa envolvida no crime, o delegado disse apenas que estava no local, mas não teceu detalhes sobre a participação dela no homicídio, para não prejudicar as investigações. “Ela está identificada e com a prisão preventiva decretada pela Justiça”, reiterou.

Os delegados informaram ainda que os acusados decidiram fugir do local do crime quando viram as luzes do giroflex (luminoso) de um carro de vigilância privada que trafegava perto da praia. “Eles pensaram que era a polícia. Assim, resolveram abandonar a vítima”, explicou o delegado João Bosco Rodrigues, diretor de Polícia Especializada. Júnior foi preso na manhã deste domingo (26), quando dormia na casa da namorada, no bairro Maracajá, em Mosqueiro. Já Paulo José estava preso desde a noite de quinta-feira da semana passada (23), quando foi detido também em Mosqueiro, no mesmo bairro. Paulo José já tem passagem pela polícia por roubo. Júnior, segundo relatos que fazem parte do inquérito, tem um temperamento violento e costuma agredir fisicamente as namoradas. Os acusados permanecerão presos, à disposição da Justiça.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Caminhada da Justiça e Paz

Neste dia 27 de Fevereiro de 2012, a EEEFM Honorato Filgueiras,prestará uma homenagem em memoria de nosso querido aluno Patrick Botelho Silva, estudante deste estabelecimento de Ensino, que foi brutalmente assassinado de forma covarde neste distrito. Neste dia cobraremos das autoridades competentes agilidade na busca dos assassinos.
A caminhada sairá ás 9:00 h da manhã da escola, passara pelo FÓRUM, da Ilha e seguira até o Coreto da Praça da Matriz, onde Haverá um ato ecumênico. Contamos com o apoio de toda comunidade escolar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Equipe honorato no ENEM 2011


Equipe de colaboradores da EEEFM Honorato Filgueiras que participaram do ENEM 2011 nos dias 22 e 23 de Outubro.